Augusta, me gusta.
Enrique - 30/10/2009 - 14:30
Uma das coisas que adoro fazer andando por São Paulo é ficar observando as lojas e as pessoas que freqüentam determinadas ruas. Seus jeitos de se vestir, de pensar, de andar…
Na Paulista, por exemplo, você não pode caminhar num dia de semana apenas a passeio. Ok, pode, mas você não será visto com olhos muitos receptivos pelas pessoas que correm, e não andam. Em compensação se você correr em uma rua qualquer da Vila Madalena, as pessoas vão te olhar de outra forma.
Pois bem. Você já reparou na Rua Augusta? Nessa mesma rua que abriga durante o dia, e a noite, pessoas que trabalham e outras que estão somente a passeio. É possível encontrar com pessoas vestindo seus relógios caríssimos na esquina com a rua Oscar Freire e, ao mesmo tempo, pessoas que não tem dinheiro sequer para comer. Ah, na Augusta você também encontra Galerias com lojas INCRÍVEIS… E lojas de roupas, digamos, raras.
Acho engraçado o fato de uma rua trocar total a sua identidade por causa de uma avenida que é a Paulista. Para o lado centro, é comum você encontrar moças de profissão duvidosa, clubes alternativos – alguns underground do underground – e outros simpáticos, como é o caso aquele que tem no nome a última letra do alfabeto.
Daí você cruza a avenida e tudo se transforma. Os fusquinhas que você via no lado centro, são trocados por carros de luxo. As pessoas parecem que se vestem até “melhor”… E olha que quem diz isso não sou só eu. As próprias baladas falam por si só. Ou você acha que foi “sem querer, querendo” que a balada do lado centro se chama “Inferno” e a do lado bairro se chama “Heaven”?
É, acho que a Augusta pode ser considerada, para todos os “gustos”.






